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De TSV a TGV: Evolução dos Materiais e Diferenças de Fabricação em Interconexões Through-Via

Fonte do artigo: Zhenhua Vacuum
Leitura: 10
Publicado em: 25/10/2016

Na evolução da tecnologia de encapsulamento de semicondutores, as interconexões verticais sempre foram um fator chave na determinação do desempenho, da área ocupada e do consumo de energia do sistema. Desde as primeiras técnicas de ligação por fio e flip-chip até o surgimento de circuitos integrados empilhados em 3D, a indústria busca soluções de interconexão mais densas e compactas.

Nesse contexto, TSV (Through Silicon Via) e TGV (Through Glass Via) emergiram como duas tecnologias de interconexão vertical predominantes. Elas diferem em sistemas de materiais, processos de fabricação, características de desempenho e domínios de aplicação, representando um ponto crucial no desenvolvimento de embalagens de próxima geração.

I. TSV: Pioneira em Embalagens 3D
1. Princípio Técnico

TSV refere-se a vias de alta relação de aspecto gravadas em um substrato de silício (tipicamente com dezenas a centenas de micrômetros de profundidade), seguidas pela formação de uma camada isolante, uma camada de semente metálica e um preenchimento metálico (geralmente cobre) nas paredes da via. Essas vias verticais permitem interconexões elétricas de alta velocidade entre camadas de chips empilhadas.

2. Fluxo do Processo

O processo típico de fabricação de TSV inclui:

Gravação profunda de silício (DRIE): Cria vias de alta relação de aspecto na pastilha de silício.

Deposição de camada isolante: Normalmente, utiliza-se SiO₂ depositado por PECVD para isolar eletricamente o material metálico do substrato de silício.

Deposição de camada de semente e eletrodeposição: Deposição PVD de uma camada de semente metálica seguida de eletrodeposição de cobre.

Polimento químico-mecânico (CMP): Remove o excesso de metal para obter uma superfície plana.

3. Vantagens e Limitações

A tecnologia TSV oferece caminhos de interconexão extremamente curtos, baixa latência de sinal, baixo consumo de energia e alta largura de banda, tornando-se um elemento essencial para computação de alto desempenho e memória de alta largura de banda.

No entanto, o TSV também tem limitações:

Problemas de estresse térmico: Uma grande diferença no coeficiente de expansão térmica (CTE) entre o silício e o cobre pode reduzir a confiabilidade.

Alto custo de processo: A gravação profunda, a galvanoplastia e o CMP são processos complexos e sensíveis ao rendimento.

Desafios do isolamento elétrico: A espessura e a uniformidade da camada isolante afetam diretamente a rigidez dielétrica.

Com o aumento da densidade de integração dos chips, os conflitos entre rendimento e custo impulsionaram a exploração de materiais alternativos, criando a oportunidade para o TGV.

II. TGV: Inovação em Interconexão Baseada em Vidro
1. Princípio Técnico

A tecnologia TGV utiliza substratos de vidro em vez de silício. Vias de alta precisão são formadas por perfuração a laser ou ataque químico úmido, seguido pela deposição de uma camada de semente metálica e galvanoplastia, resultando em interconexões verticais semelhantes às da tecnologia TSV.

O vidro oferece excelente isolamento elétrico, baixa constante dielétrica (Dk), baixa perda dielétrica (Df) e estabilidade dimensional excepcional, tornando o TGV altamente atraente para transmissão de sinais de alta velocidade e encapsulamento optoeletrônico.

2. Fluxo do Processo

As principais etapas na fabricação do TGV incluem:

Perfuração a laser: Lasers ultrarrápidos formam microfuros em vidro com diâmetros que normalmente variam de 20 a 150 μm.

Deposição da camada de semente: A deposição física de vapor (PVD), como a pulverização catódica por magnetron, deposita uma camada condutora uniforme nas paredes do furo metalizado.

Galvanoplastia: Cobre ou liga de níquel-cobre preenche os orifícios para formar conexões elétricas através do vidro.

Planarização e padronização: Permite interconexões multicamadas ou ligação a chips de circuitos integrados.

3. Vantagens

Em comparação com o TSV, o TGV apresenta diversas vantagens:

Baixa perda dielétrica: A constante dielétrica do vidro (Dk) é cerca de 1/3 da do silício, reduzindo a interferência entre sinais e a perda de inserção.

Excelente estabilidade térmica: coeficiente de expansão térmica próximo ao dos metais, minimizando o estresse térmico.

Transparência óptica: Permite a integração optoeletrônica em fotônica e sensores.

Custo controlável: A perfuração a laser e o processamento de vidro estão se tornando cada vez mais sofisticados, adequados para a produção em larga escala de painéis.

III. TSV vs TGV: Comparação e Domínios de Aplicação

Item TSV (Through Silicon Via) TGV (Através do Vidro)
Substrato silício monocristalino Vidros especiais (Borofloat, Corning, Schott, etc.)
Diâmetro do furo 5–50 μm 20–150 μm
 Profundidade do furo 30–100 μm 100–400 μm
Isolamento É necessária uma camada isolante adicional. Vidro intrinsecamente isolante
Correspondência do coeficiente de expansão térmica Diferenças significativas em comparação com o Cu Semelhante ao cobre, baixa tensão térmica
Custo do processo Alto Relativamente mais baixo
Aplicações Empilhamento 3D de lógica/memória SiP, sensores, encapsulamento optoeletrônico, antenas, MEMS

O TSV continua sendo a principal escolha para empilhamento 3D de lógica e memória de alto desempenho, enquanto o TGV está se expandindo rapidamente em SiP, integração optoeletrônica, sensores e dispositivos de RF.

Com substratos de vidro de dimensões que atingem o nível de encapsulamento em painel (PLP), o TGV está se tornando uma plataforma de interconexão ideal para comunicação 5G, radar automotivo, óptica de realidade aumentada e encapsulamento de LEDs mini/micro.

IV. Do silício ao vidro: benefícios em nível de sistema

A introdução do vidro não é meramente uma substituição de material; representa uma mudança na filosofia de projeto em nível de sistema.

Desempenho elétrico: O vidro de baixa permeabilidade (Dk) reduz significativamente o atraso do sinal e o consumo de energia.

Integridade estrutural: O TGV oferece maior planaridade e menor empenamento para embalagens de grande área.

Flexibilidade de fabricação: O processamento a laser combinado com a deposição física de vapor a vácuo (PVD) permite alta compatibilidade e escalabilidade do processo.

Em particular, para a integração optoeletrônica, a transparência óptica do vidro permite projetos de encapsulamento onde o substrato suporta não apenas interconexões elétricas, mas também guias de onda, lentes e janelas de sensores, o que é difícil de alcançar com TSV (Through-Silicon Via).

Solução de revestimento da camada de semente TGV a vácuo V. ZhenHua

TGV镀膜生产线-大图

Vantagens do equipamento:

Otimização do Revestimento de Vias Profundas: Tecnologia proprietária de revestimento de vias profundas capaz de lidar com vias tão pequenas quanto 30 μm com relação de aspecto >10:1, solucionando desafios complexos de vias profundas.

Personalizável para diversos tamanhos: Suporta substratos de vidro, incluindo 600×600 mm, 510×515 mm ou maiores.

Flexibilidade de processo: Compatível com filmes finos condutores ou funcionais de Cu, Ti, Ni, Pt e outros materiais para atender a diversos requisitos de resistência elétrica e à corrosão.

Desempenho estável e fácil manutenção: Equipada com controle inteligente para ajuste automático de parâmetros e monitoramento em tempo real da uniformidade da espessura; o design modular facilita a manutenção e reduz o tempo de inatividade.

Âmbito de aplicação: Adequado para embalagens avançadas TGV/TSV/TMV, permitindo o revestimento de camadas de sementes com vias profundas e relação de aspecto de 10:1.

—Este artigo foi publicado porequipamento de revestimento a vácuo Fabricante Zhenhua Vacuum


Data da publicação: 16/10/2025